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Em meados de 2001, Cristina Saraiva resolve usar sua experiência
como produtora fonográfica para partir para a gravação
de seu trabalho pessoal. Registra, então, algumas
de suas parcerias com diversos amigos que, na maioria das
vezes, interpretam suas próprias canções.
Com os arranjos de Maurício Maestro, com quem vem
trabalhando desde Simone Guimarães, e o mesmo elenco
de grandes músicos, (Leandro Braga, Pantico Rocha,
Marcílio Figueiró, Marcio Mallard, Franklin
da flauta, Cláudio Guimarães e Jaime Alem),
prepara "Primeiro Olhar", um CD essencialmente
feminino.
Numa
área onde as mulheres ainda se aventuram pouco, a
composição, "Primeiro Olhar" vem
trazer uma bela contribuição à música
brasileira. Não por acaso, o encarte é assinado
por uma das maiores compositoras do país, Sueli Costa.
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Lançado
no final de 2001, "Primeiro Olhar" recebe
ótimas críticas Brasil afora. A letrista
participou de vários especiais para rádios,
com execução de todas as faixas do CD.
Destacam-se a Rádio Universitária de Fortaleza
e a Educativa de Curitiba, bem como diversas rádios
do interior de São Paulo.
Em
2002 se sagra vencedora do mais importante festival
do circuito paulista, a Fampop (Feira Avareense de
Música Popular) com a canção
" Indiviso", em parceria com Felipe Radicetti
e interpretada por Márcia Tauil. No início
de 2003, participa do II Circuito Paulista de Festivais,
realizado no Memorial da América Latina, com
os vencedores dos 4 mais importantes festivais de
São Paulo (Avaré, Tatuí, Ilha
Solteira e S. José do Rio Pardo)
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Em 2003
grava o novo CD, " Só canção".
No disco, parcerias com Rafael Altério, Dante Ozzetti,
Théo de Barros, Felipe Radicetti, Simone Guimarães,
Edu Santana e Clarisse Grova.
O elenco
de intérpretes de seu novo trabalho aponta o prestígio
alcançado pela compositora ao longo de sua curta
carreira - Chico Buarque, Leila Pinheiro, Ná Ozzetti,
Dante Ozzetti, Simone Guimarães, Clarisse Grova,
Renato Braz, Paula Santoro e Edu Santana: um privilégio
de que poucos autores dispõem e Cristina Saraiva
faz por merecer.
A partir
de 2004, começa a se dedicar a uma luta, que na verdade,
deveria ser de todos os músicos brasileiros: a organização
dos músicos com o objetivo de pleitear, junto ao
governo federal e poder legislativo a adoção
de uma política pública para a música,
que dê espaço à toda diversidade musical
brasileira.
Em 2006,
em meio à luta pela formação de uma
Frente Parlamentar Pró Música no Congresso,
grava seu terceiro CD, "Sol a Sol". Nesse trabalho,
ao contrário dos anteriores, a obra da letrista é
toda interpretada por uma única cantora, a paulista
Lucila Novaes - finalista do Premio Visa Intérpretes,
trata-se de uma das mais belas vozes que surgiram no cenário
nacional. O CD conta apenas com uma participação
especial, de Francis Hime, com quem Cristina assina uma
das faixas em parceria.
"Sol
a sol" reafirma a capacidade da letrista de trabalhar
com grandes compositores ( o CD traz parcerias com André
Mehmari, Theo de Barros, Dalmo Medeiros e Miltinho, do MPB4,
Francis Hime, seus constantes parceiros Rafael Alterio e
Felipe Radicetti , os irmãos Ize e Juca Novaes, a
paraibana Socorro Lira e ainda 2 canções de
um jovem talento, o compositor de Itapetininga Breno Ruiz)
e o mesmo time de músicos de primeira linha - a começar
pelos arranjos primorosos de Mauricio Maestro.
O ano
de 2009, que encontra Cristina Saraiva ainda numa intensa
atividade política em prol da música brasileira,
traz um novo trabalho da letrista, o CD “Terra brasileira”.
Neste novo projeto, a letrista faz uma opção
por trabalhar com jovens talentos da música brasileira,
a começar pela intérprete – a estreante
Manuella Cavalaro, de 25 anos – e o arranjador e parceiro
de 4 faixas do CD, Breno Ruiz, de 26 anos.
Este novo CD de jovens músicos traz parceiras já
antigas, como com Simone Guimarães, Felipe Radicetti,
Guilherme Rondon, Rafael Altério e Breno Ruiz, e
alguns novos parceiros como o curitibano Lydio Roberto e
o carioca Marcilio Figueiró. Todo gravado no estúdio
Sol lua, na fazenda do parceiro Rafael Alterio, “Terra
brasileira” traz a letrista cada vez mais envolvida
com seu País, com músicas cujas letras têm
muitas vezes, um viés claramente histórico
– reflexo talvez de sua formação original
de historiadora.
Com o reconhecimento do meio musical e da crítica
especializada, cada vez mais, Cristina Saraiva caminha para
inscrever seu nome entre os letristas mais importantes da
música brasileira.
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